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Presidente da FCDL defende uma política de incentivos igualitária

Por: FCDL MATO GROSSO 16 de fevereiro de 2017
Presidente da FCDL defende uma política de incentivos igualitária

Foi uma participação firme do presidente da Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL-MT), Paulo Gasparoto, em defesa do segmento do comércio durante a sessão pública da CPI da Sonegação e Renúncia Fiscal, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. “O meu desejo é que essa CPI possa atingir os objetivos de buscar soluções que criem condições para o desenvolvimento econômico. Vou expor aqui as dificuldades que existem para exercer a atividade do comércio”, disse Paulo Gasparoto. A linha de defesa é que o Estado de Mato Grosso desenvolva uma política de incentivos igualitária que não prejudique a parte concorrencial, atraia novas empresas, mas garanta o direito e a condição de concorrência das empresas que nasceram e se desenvolveram aqui. O presidente da FCDL-MT deu exemplo da concorrência praticada atualmente, segundo ele a guerra fiscal está inviabilizando a atividade de pequenas e médias empresas locais por ter alíquotas diferentes de ICMS. “Defendo que o comércio seja inserido nos incentivos fiscais, pois temos seríssimas dificuldades em função da guerra fiscal”, argumentou. A CPI criada para investigar a aplicação dos incentivos fiscais concedidos e também ser propositiva, discutir políticas de incentivos fiscais em Mato Grosso, abriu espaço na sessão desta quarta-feira (01.07) para um especialista e dois empresários contribuírem com proposições. Múcio Ribas, especialista na área tributária, Paulo Gasparoto (FCDL-MT) e Francisco Antônio de Almeida (Porto Seco de Cuiabá) fizeram apresentações. Múcio Ribas falou de forma didática sobre uma visão econômica e social dos incentivos fiscais. Mostrou a renúncia fiscal de cada Estado e destacou que o vizinho de Mato Grosso, Estado de Goiás é o segundo em renúncia, ficando atrás apenas de São Paulo o maior Estado do Brasil. “Goiás é bem agressivo no quesito incentivo fiscal”, disse o tributarista. Ribas explicou que em Mato Grosso se distorceu o verdadeiro sentido dos incentivos fiscais e que com a guerra fiscal estabelecida no país muitas vezes o Estado precisa conceder a renúncia de um lado para atrair riquezas e crescer a arrecadação. Ele deu o exemplo da isenção do IPVA de veículos novos, compensou financeiramente para Mato Grosso abrir mão de 3% do IPVA e garantir os 17% do ICMS dos automóveis vendidos no Estado e com isso fazer que os mesmos fossem também emplacados aqui. Goiás, Mato Grosso do Sul e Rondônia já tinham concedido o benefício e muitos consumidores começaram a sair do Estado para comprar e emplacar o veículo em outro Estado que concedia a isenção. Paulo Gasparoto foi incisivo ao deixar claro que a responsabilidade de buscar uma solução é do Estado. “Não foi o contribuinte que criou a guerra fiscal e não podemos continuar sendo penalizados, é o Estado o responsável por encontrar saídas”, completou. O presidente da FCDL defendeu que aglutinem forças da sociedade civil organizada, empresários, poderes Legislativo e Executivo para construirem uma nova política e buscar essa calibragem. A meta é que o Estado formule leis que garantam as mesmas condições para as empresas que atuam no Estado que estão sendo oferecidas para as grandes redes lá fora, em outros Estados. Não é possível Mato Grosso continuar agindo assim, o Estado precisa criar possibilidades para perder o menos possível. O deputado José Carlos do Pátio, presidente da CPI, garantiu que a Comissão criada pretende ser propositiva e contribuir para elaborar uma legislação clara e melhorar o incentivo fiscal de Mato Grosso. Para o proprietário do Porto Seco, Francisco Almeida, é um crime o que Mato Grosso tem feito contra o próprio Estado, em não aproveitar as riquezas que têm e de permitir que a política de incentivo seja totalmente distorcida. E registrou que os “empresários de Mato Grosso estão colocando muito mais esperança que os senhores imaginam nessa CPI”. “É desta Casa de Leis que deverá sair uma medida corajosa e eficiente. Vamos ouvir outros segmentos da sociedade e ao final fazer uma audiência pública”, destacou o deputado Wilson Santos, membro da CPI e líder do Governo na Assembleia.

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